Hoje vou esclarecer as diferenças entre os Vidros, os Cristais e os Muranos!
Os muranos como já foi dito são peças artesanais fabricados do vidro (sopro), no entanto, sua fórmula possui uma maior quantidade de óxido de sódio, a fim de que o artesão manipule a peça por mais tempo antes de se solidificar. Dentre as variedades, é acrescentado cobre, cobalto ou corantes, dando tonalidades e cores diferenciadas. É possível também encontra-los esmaltados ou madrepérola.
Os cristais, possuem na sua fórmula apenas a sílica e o óxido de chumbo na sua composição. Comercialmente os cristais nada mais são do que vidros com transparência e qualidade diferenciada. Porém, tecnicamente, não poderia ser enquadrado no conceito “cristal”, pois os átomos não possuem arranjo regular nem simétrico. Um cristal real, seria o “diamante”. Mas, para fins decorativos, os “cristais” que usamos são vidros requintados, de espessura fina, com muita transparência, sonoridade e alta capacidade de refração à luz.
Já os vidros comuns são feitos de areia (sílica), soda (óxido de sódio), cal (óxido de cálcio) e óxido de alumínio, e pode ser conhecido como vidro cal-soda ou soda-cal. A indústria vidreira em si foi iniciada em Portugal, em meados do século XVIII. Há relatos que os egípcios foram os primeiros a “soprarem o vidro”. São diversos os tipos de vidros, de acordo com a finalidade. São muito usados na fabricação de embalagens, na construção civil, na produção de fibras de vidro, laminados, vidros temperados, vitrocerâmica, além de decorar ambientes.
Concluímos que tanto o vidro comum, o cristal e o murano, são tipos de vidros, o que diferenciam eles é a composição. Sendo que possuem como principal componente a sílica (SiO2) e são os outros ingredientes que variam. Todos são objetos que podem fornecer glamour e exuberância dentro de vários tipos de ambientes.
E volto a ressaltar que na decoração um enfeite, um vaso, uma escultura, fazem toda a diferença!
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