sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Cobogó, já ouviu falar?


Elemento vazado / cobogó.:
Cobogó usado na divisão de ambientes
Fonte: Pinterest
No jardim de Inverno: uma ótima escolha, pois cria ambientes ventilados e com meia sombra, excelente para as espécies vegetais tropicais. Frida Escobedo — La Tallera Siqueiros:
Cobogó usado nas paredes de vedação
Fonte: Pinterest

Os cobogós, são blocos ou tijolos vazados, originalmente feito em concreto, e criado em terras brasileiras, especificamente em Recife. Foi criado e patenteado por três trabalhadores da construção civil, buscando uma solução para amenizar as condições climáticas no interior das casas no Nordeste, assim buscaram levantar paredes sem vedar a entrada de ar no ambiente, inspirado em um elemento da arquitetura Árabe, chamado muxarabi (Mashrabiya).


Arabesco:
Muxarabi (Mashrabiya) - Elemento Árabe
Fonte: Pinterest
Inclusive o nome deste material criado, é a união dos três, são eles; Amadeu Oliveira Coimbra (Comerciante Português), Ernst August Boeckmann (Comerciante Alemão) e Antônio de Góes (Engenheiro Pernambucano), juntando as suas iniciais de seus sobrenomes, resultou em Co-Bo-Gó. Tudo isso ocorreu em 1929, ano que foi patenteado.

Apesar da sua criação em Recife na década 20, o cobogó foi difundido por Lúcio Costa, tornando-se um elemento compositivo presente na estética da arquitetura moderna brasileira, sendo assim, ele é facilmente encontrado em casas e prédios públicos do plano piloto. Esta ideia simples e barata, popularizou rapidamente, e passou a ser usada não só na parede de vedação; mas também no interior de casas, servindo como divisórias de ambiente; e também nos muros.

A ORIGEM DO COBOGÓ - ANUAL DESIGN Esses charmosos blocos vazados, que hoje tomam forma a partir dos mais variados materiais, foram inspirados em elementos da arquitetura árabe e assim batizados pelos seus criadores, a partir de suas iniciais: Amadeu Oliveira Coimbra, Ernest August Boeckmann e Antônio de Góes. CO-BO-GÓ.:
Cobogó usado na fachada por Lúcio Costa
Fonte: Pinterest

Além de cumprir a função de brise, controlando a entrada de vento e de luz, os cobogós podem atuar como divisórias. No lugar de um muro, a garagem desta casa foi “camuflada” pela divisória de concreto, escolha dos profissionais do escritório brasiliense Domo Arquitetos.:
Cobogó utilizado nos muros
Fonte: Pinterest
Este elemento que marcou presença no período modernista do Brasil, hoje, voltou com força total.  Ele permite a entrada de luz solar e ventilação natural utilizado nas aberturas de construções. Além disso, ele possui todo um charme com seu jogo de luz e sombreamento, afinal, os elementos vazados desenham a sombra nos pisos e paredes, a luz natural surge de diferentes formas de acordo com a estação do ano e ao longo do dia, tornando um adicional na beleza do jogo arquitetônico. Outro detalhe, é quando chega a noite, quando escurece, a luz artificial desenha pelos cobogós, como se fosse uma espécie de luminária nos ambientes.
Uma ótima solução para cozinhas lineares conectadas à área de serviço. A parede de cobogó é resistente, permite que a iluminação natural entre e ainda serve de barreira visual para a área. A escolha do cobogó pode combinar com as cores usadas na bancada ou armários para criar unicidade Saiba mais sobre elementos vazados em: https://casacotidiana.wordpress.com/2015/03/17/elementos-vazados-como-dividir-pequenos-espacos/#more-112:
Jogo de luz do cobogó em um apartamento
Fonte: Pinterest


Eles dão charme aos ambientes, além de conseguir unir dois sentimentos que parecem antagônicos: nostalgia e modernidade. Outro lado positivo, é a forma com que ele traz privacidade ao usuário e ao mesmo tempo, a sensação de permeabilidade visual.

Está em voga, esteve presente na casa cor 2016 em Goiânia, dentre outras exposições da mesma franquia em outras cidades; também esteve na Morar Mais Por Menos, em diversos ambientes. É possível notar que este elemento voltou com força total na decoração e arquitetura, sendo ideal para fechar ou dividir cômodos com personalidade, pois possui diversos materiais (como argila, cerâmica, vidro, dentre outros), cores e estilos. E garantem iluminação, circulação adequada de ar e efeitos de sombras, agregando muita sofisticação e modernidade no ambiente.


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Diferenças entre vidros, cristais e muranos.


Hoje vou esclarecer as diferenças entre os Vidros, os Cristais e os Muranos!

Os muranos como já foi dito são peças artesanais fabricados do vidro (sopro), no entanto, sua fórmula possui uma maior quantidade de óxido de sódio, a fim de que o artesão manipule a peça por mais tempo antes de se solidificar. Dentre as variedades, é acrescentado cobre, cobalto ou corantes, dando tonalidades e cores diferenciadas. É possível também encontra-los esmaltados ou madrepérola.

Os cristais, possuem na sua fórmula apenas a sílica e o óxido de chumbo na sua composição. Comercialmente os cristais nada mais são do que vidros com transparência e qualidade diferenciada. Porém, tecnicamente, não poderia ser enquadrado no conceito “cristal”, pois os átomos não possuem arranjo regular nem simétrico. Um cristal real, seria o “diamante”. Mas, para fins decorativos, os “cristais” que usamos são vidros requintados, de espessura fina, com muita transparência, sonoridade e alta capacidade de refração à luz.
         Já os vidros comuns são feitos de areia (sílica), soda (óxido de sódio), cal (óxido de cálcio) e óxido de alumínio, e pode ser conhecido como vidro cal-soda ou soda-cal. A indústria vidreira em si foi iniciada em Portugal, em meados do século XVIII. Há relatos que os egípcios foram os primeiros a “soprarem o vidro”. São diversos os tipos de vidros, de acordo com a finalidade. São muito usados na fabricação de embalagens, na construção civil, na produção de fibras de vidro, laminados, vidros temperados, vitrocerâmica, além de decorar ambientes. 


Concluímos que tanto o vidro comum, o cristal e o murano, são tipos de vidros, o que diferenciam eles é a composição. Sendo que possuem como principal componente a sílica (SiO2) e  são os outros ingredientes  que variam. Todos são objetos que podem fornecer glamour e exuberância dentro de vários tipos de ambientes. 
E volto a ressaltar que na decoração um enfeite, um vaso, uma escultura, fazem toda a diferença!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Muranos, você já ouviu falar?


Hoje o assunto é Murano!

Fonte: Pinterest
 Murano é o vidro produzido na ilha do mesmo nome - é uma ilha de Veneza, localizado na Itália -  onde a técnica para criar verdadeiras joias do décor é passada de geração a geração há muitos séculos. Mais do que peças decorativas, os muranos são objetos para se colecionar! São os queridinhos dos decoradores pois dão requinte e personalidade a qualquer decoração.


Fonte: Pinterest 
Fonte: Pinterest

Os cristais de Murano são criados e tratados de forma muito especial em vidro de sílica, sua fabricação é artesanal. Feito com técnica de soprar o vidro e, desta forma, produzir peças de rara beleza, foi cada vez mais aperfeiçoada pelas fundições.

As famílias de artesãos buscam sempre formatos e cores originais para obterem vidros cada vez mais belos. Os Barovier são considerados os mais criativos e conhecidos por suas obras, seja pelos vidros límpidos, esmaltados em tons azuis, vidros madrepérola, ou pelos vidros avermelhados corneliano e murrini, que conferem ao material um aspecto semelhante ao do mosaico. Do mecanismo de fusão dos metais até a conclusão da produção do murano, podem transcorrer três dias, variando conforme o nível de dificuldade oferecido pela peça. Por esse motivo, tem um custo mais alto para a compra.
É importante ressaltar, que este vidro é identificado primeiramente por sua localização, suas fábricas e por último por seus designers. Você pode identificar essas fontes com um certificado de autenticidade, uma assinatura do fabricante ou um catálogo de vidros Murano.

Fonte: Pinterest

Dependendo da peça, vale a pena ter um local especial com uma iluminação diferenciada para destacar. Saber combinar e usar de forma apropriada deixará o ambiente encantador com um toque de sofisticação.
Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest

Fonte: Pinterest
Na decoração, um enfeite, um vaso, uma escultura, fazem toda a diferença! Pode ser transparente ou colorido, não importa. Mas às vezes surge a dúvida: qual a diferença entre vidro, cristal e murano? Todos são lindos, usuais e tem efeitos diferentes!
Mas este será o assunto do próximo post.
Até lá!
Att.; Nayara Bites